A QUÍMICA NA REMOÇÃO DO PETRÓLEO – PROF. FERNANDO LEITE

A QUÍMICA NA REMOÇÃO DO PETRÓLEO – PROF. FERNANDO LEITE

(ENEM 2015) Um grupo de pesquisadores desenvolveu um método simples, barato e eficaz de remoção de petróleo contaminante na água, que utiliza um plástico produzido a partir do líquido da castanha-de-caju (LCC). A composição química do LCC é muito parecida com a do petróleo e suas moléculas, por suas características, interagem formando agregados com o petróleo. Para retirar os agregados da água, os pesquisadores misturam ao LCC nanopartículas magnéticas.

KIFFER, D. Novo método para remoção de petróleo usa óleo de mamona e castanha-de-caju. Disponível em: www.faperj.br. Acesso em: 31 jul. 2012 (adaptado).

Essa técnica considera dois processos de separação de misturas, sendo eles, respectivamente,

  1. A) flotação e decantação.
  2. B) decomposição e centrifugação.
  3. C) floculação e separação magnética.
  4. D) destilação fracionada e peneiração.
  5. E) dissolução fracionada e magnetização.

Resposta correta: alternativa C.

Comentários:

 

O texto da questão deixa claro que as moléculas do LCC, por terem composição parecida com a do petróleo, formam agregados na mistura. Este processo é denominado floculação, uma vez que os agregados ou flocos formados são facilmente separados da mistura, devido a formação de partículas maiores. É importante lembrar que a floculação é uma etapa do processo de tratamento de água, em que, após adicionar coagulantes como, por exemplo, Al2(SO4)3 (sulfato de alumínio) ou FeCl3 (cloreto férrico), em meio básico, as partículas em suspensão se tornam pequenos flocos, decantando em seguida.

Para retirar os agregados (LCC–petróleo) da água, os pesquisadores misturam ao LCC nanopartículas magnéticas, caracterizando o processo de separação de mistura conhecido como imantação ou separação magnética. Dessa forma, é possível separar materiais que são atraídos por imãs daqueles que não são. Limalha de ferro e serragem, por exemplo, podem ser assim separados.

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LITERATURA: SOBRE MODERNISMO – PROFª. TAYNARA PESSOA

LITERATURA: SOBRE MODERNISMO – PROFª. TAYNARA PESSOA

O século XX foi marcado por um importante movimento artístico, o Modernismo. Analisando o período a partir da produção literária, pode-se observar que ele não corresponde a um único tipo de expressão, mas a um conjunto de características, que se ampliam nas três fases da escola modernista. O Modernismo é um tema muito explorado no ENEM e no último exame também foi uma das temáticas escolhidas para a prova de Linguagens e Códigos. Veja a  questão 119  do  caderno  cinza.

QUESTÃO 119

Antiode

Poesia, não será esse
o sentido em que
ainda te escrevo:
flor! (Te escrevo:
flor! Não uma
flor, nem aquela
flor-virtude — em
disfarçados urinóis).

Flor  é a  palavra
flor; verso inscrito
no verso, como as
manhãs no tempo.

Flor é o salto
da ave para o voo:
o salto fora do sono
quando teu tecido
se rompe; é uma explosão
posta a funcionar,
como uma máquina,
uma jarra de flores.

(MELO NETO, J.C. Psicologia da composição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997)

 

A poesia é  marcada pela recriação do  objeto por  meio da  linguagem, sem  necessariamente  explicá-lo. Nesse fragmento de  João Cabral de  Melo  Neto, poeta da geração de  1945, o  sujeito  lírico propõe a recriação poética de

(A) uma palavra, a partir de  imagens com as  quais ela  pode ser comparada, a fim de assumir  novos  significados.

(B) um urinol, uma referência às artes visuais  ligadas às vanguardas do início do século  XX.

(C) uma ave, que  compõe, com seus movimentos, uma  imagem historicamente ligada à palavra  poética.

(D) uma máquina, levando em  consideração a relevância do discurso técnico-científico  pós-Revolução Industrial.

(E) um tecido, visto  que sua composição depende de elementos intrínsecos ao eu  lírico.

Gabarito oficial: A

 

 

Comentário:

 

            O Modernismo foi um movimento artístico e cultural do século XX, que teve como marco inicial a semana de 1922. Esse período foi marcado pela efervescência de novas ideias e modelos. João Cabral de Melo Neto foi um dos principais expoentes da Terceira Geração Modernista, conhecida também por Geração de 45. Entre as características do grupo de autores do período estão à pesquisa sobre a linguagem literária e a experimentação estética.

            João Cabral faz uso de um recurso muito conhecido pelos autores modernistas, a metalinguagem, função lingüística que explica a própria linguagem. Esse processo pode ser observado no trecho do poema escolhido pela banca:  “Poesia, não será esse / o sentido em que / ainda te escrevo”. O escritor conversa, “dialoga” com a poesia e para alcançar esse efeito ele utiliza a figura de pensamento apóstrofe, fazendo referência direta ao interlocutor. Para a resolução da questão o leitor precisava compreender que João Cabral em Antiode ressignifica a palavra flor, mesmo que no primeiro momento ele desperte o leitor para o sentido denotativo da palavra, ou seja, real, em seguida ele brinca com o vocábulo que ganha outros ares identificados nos trechos: “flor é  o  salto  / da ave para o  voo”.

 
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