APRENDENDO INTELIGÊNCIA – PROFª. GISELLE PIRES

APRENDENDO INTELIGÊNCIA – PROFª. GISELLE PIRES

Desenvolver uma boa forma de estudar que atenda às necessidades individuais de cada um é de extrema importância para alcançar sucesso na vida profissional de um aspirante a universitário, isso tanto para entrar no ensino superior quanto para permanecer com êxito nesta fase. Conhecimentos disseminados pelo professor Pierluigi Piazzi, formado em física pela Universidade de São Paulo (USP) que dedicou boa parte da sua vida profissional à neurociência do aprendizado pode ajudar nessa tarefa. Autor de três livros sobre o assunto, para alunos, pais e professores, ele trouxe o conceito de que inteligência é algo aprendido e desenvolvido. Para isso, disseminou algumas ideias que iremos discorrer a seguir. A primeira questão é entender a diferença entre aluno e estudante. Estudar é solitário e ativo. Aluno é quem assiste aula, logo trata-se de um processo coletivo e passivo. Um exclui o outro. Aula foi feita para entender, não para aprender. O aprendizado é feito individualmente, quando o agente deixa de ser aluno e assume o papel de estudante. Entendido isso, a regra é eliminar 3 equívocos, classificados pelo professor como grave, muito grave e gravíssimo, respectivamente: 1) Grave – Conversar em sala de aula. O momento da aula é o de entender a matéria, promover no cérebro sinapses que permitam desenvolver um raciocínio sobre o assunto. Essencial, portanto, para que depois o conteúdo seja fixado. 2) Muito grave – O uso compulsivo da televisão e da internet produz rebaixamento no nível de inteligência. Deve-se, por conseguinte substituir esse hábito excessivo pela leitura. Piazzi diz que ninguém sobe a escada da inteligência se não for um leitor, e ninguém é um leitor se não ler muito, e ninguém lê muito se não for por prazer. Dessa forma é necessário desenvolver o prazer pela leitura. 3) Gravíssimo – Estudar para a prova. Quem estuda para a prova consegue ir bem na prova, consegue tirar boas notas, consegue passar de ano e não consegue aprender. Isso pode ser comprovado pelos vários médicos que, após formados, precisam fazer “cursinhos” para passar na prova de residência ou bacharéis em direito que se submetem ao mesmo processo para adquirir o tão sonhado registro na OAB. Quando se estuda em cima da hora, não há tempo para esquecer o conteúdo para a prova, mas após a prova, o conhecimento é apagado, não fica retido. O sistema límbico é o responsável pela memória temporária que não permanece por dias. Na necessidade de armazenamento, é necessário transferir o conteúdo para o córtex, onde será permanentemente armazenada e facilmente poderá ser acessada ao longo da vida, e isso só pode ser feito através de um processo ativo, de estudante. Ou seja, se a informação recebida na aula, for trabalhada ativamente como estudante no mesmo dia, antes que seja apagada do sistema límbico, ela passará do sistema límbico para o córtex, onde permanecerá para sempre. A boa noite de sono é igualmente importante para fixar o conhecimento adquirido. O cérebro humano, apesar de ser um gênio, é lento na retenção de informação. A escada da inteligência permite subir um degrau a cada dia. Isso explica o fato de o conhecimento eficaz ser feito paulatinamente e a cada dia. O estudo pós aula é tão importante quanto a própria aula e deve ser feito no mesmo dia da aula, não dá para deixar para o dia seguinte. Em suma, o ideal é estudar pouco, todos os dias, no mesmo dia que se teve contato com o conhecimento. Isso deve ser um hábito. Como diz o velho ditado chinês: “Se eu ouço, eu esqueço. Se eu vejo, eu entendo. Se eu faço, eu aprendo.”

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CURA DA AIDS – PROF. PEDRO VARGAS

CURA DA AIDS – PROF. PEDRO VARGAS

Cientistas americanos na universidade de Temple conseguiram pela primeira vez remover o vírus HIV, causador da Aids, do corpo de um camundongo cobaia utilizando uma técnica conhecida como CRISPR/Cas9.

Em que se baseia essa técnica?

Essa técnica se baseia no reconhecimento genético de uma molécula de RNA a um DNA específico, dessa forma, a molécula de RNA ligada ao DNA passa a funcionar como um marcador, no qual uma enzima, chamada Cas9, remove a parte do DNA marcado.

Esse reconhecimento ocorre graças à semelhança entre as bases nitrogenadas permitindo uma interação entre elas. Na pesquisa realizada, os cientistas removeram a parte do material genético do vírus HIV-1 do interior dos linfócitos. Lembrando que o vírus HIV perpetua o seu ciclo reprodutivo no interior das células de defesa do nosso corpo. Ao remover o DNA do vírus do interior das células do hospedeiro, essas células passaram a ser imunes a uma possível reinfecção.

De onde surgiu a ideia para essa técnica CRISPR/Cas9?

As bactérias possuem um sistema muito semelhante no qual elas utilizam bases nitrogenadas em repetições para indicar onde se encontra o seu verdadeiro material genético, ao serem infectadas por um vírus, essas sequencias passam a não ser mais as sequencias nas quais a bactéria poderia identificar e ela então utiliza uma outra enzima para remover o DNA do vírus que foi adicionado ao seu material genético.

Com o avanço do entendimento e funcionamento dessa técnica, muitas outras doenças como o câncer, por exemplo, poderão ser removidas do DNA do ser humano caso sejam identificadas com antecedência.

Vale lembrar também que a técnica é mais barata que os tratamentos convencionais que utilizam reconfigurações genéticas, o que torna ela ainda mais interessante.

Na Inglaterra, o uso da técnica em embriões já está sendo avaliado e possivelmente muitas doenças poderão ser resolvidas com a utilização da CRISPR/Cas9.

Veja o vídeo a seguir, no qual o professor Henrique E. Toma explica com detalhes a nova tecnologia desenvolvida:

https://www.youtube.com/watch?v=I-MmIL0DaaM&feature=youtu.be

Segundo o professor Toma, entre os benefícios do uso desse novo método para obtenção do cobre “está a possibilidade de executar todas as etapas em um único procedimento sequencial, no mesmo reator operando em condições ambientais, dispensando o tradicional uso de extração com solventes orgânicos, tratamentos ácidos e etapas de concentração, além de diminuir a produção de rejeitos”.

No vídeo, é possível observar que o cobre é extraído utilizando-se nanopartículas magnéticas (NPm) reutilizáveis, uma vez que os íons desse metal dissolvidos se ligam às NPm e essas são atraídas para a superfície de um eletrodo sob ação de um ímã.

Nessa perspectiva, percebe-se que grande parte dos alunos acredita ser necessário entender os aspectos gramaticais, preocupando-se em estudar as normas da língua. Contudo, apesar da relevância da gramática, não é o seu domínio que proporcionará, de fato, o aprendizado daquilo que é mais importante: a noção dos indivíduos enquanto seres comunicativos, que utilizam a linguagem, notadamente, para a interação social.

Assim, o Português precisa ser considerado em suas variações, assim como segundo as funções que possui em determinado contexto; é apropriado compreender a gramática apenas como uma aliada na enunciação, que contribuiu para a relação dos sujeitos e produção do saber.

A prova de Linguagens do Enem demonstra que é imperativo estar atento ao conhecimento de mundo, à interpretação dos fatos cotidianos, ao uso da língua como manifestação da voz que será empregada como um dos instrumentos para o exercício da cidadania e para a manifestação cultural.

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ATUALIDADES DA QUÍMICA – PROF. FERNANDO LEITE

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Recentemente, pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram uma nova tecnologia para o processamento de minérios. Eles acreditam que seus estudos poderão revolucionar a mineração, uma vez que os procedimentos para extração de metais, principalmente do cobre, são sustentáveis e menos poluentes. Futuramente, a tecnologia ainda poderá ser empregada na área médica, com a possibilidade de mediar o transporte de drogas pelo nosso organismo.

Veja o vídeo a seguir, no qual o professor Henrique E. Toma explica com detalhes a nova tecnologia desenvolvida:

https://www.youtube.com/watch?v=I-MmIL0DaaM&feature=youtu.be

Segundo o professor Toma, entre os benefícios do uso desse novo método para obtenção do cobre “está a possibilidade de executar todas as etapas em um único procedimento sequencial, no mesmo reator operando em condições ambientais, dispensando o tradicional uso de extração com solventes orgânicos, tratamentos ácidos e etapas de concentração, além de diminuir a produção de rejeitos”.

No vídeo, é possível observar que o cobre é extraído utilizando-se nanopartículas magnéticas (NPm) reutilizáveis, uma vez que os íons desse metal dissolvidos se ligam às NPm e essas são atraídas para a superfície de um eletrodo sob ação de um ímã.

Nessa perspectiva, percebe-se que grande parte dos alunos acredita ser necessário entender os aspectos gramaticais, preocupando-se em estudar as normas da língua. Contudo, apesar da relevância da gramática, não é o seu domínio que proporcionará, de fato, o aprendizado daquilo que é mais importante: a noção dos indivíduos enquanto seres comunicativos, que utilizam a linguagem, notadamente, para a interação social.

Assim, o Português precisa ser considerado em suas variações, assim como segundo as funções que possui em determinado contexto; é apropriado compreender a gramática apenas como uma aliada na enunciação, que contribuiu para a relação dos sujeitos e produção do saber.

A prova de Linguagens do Enem demonstra que é imperativo estar atento ao conhecimento de mundo, à interpretação dos fatos cotidianos, ao uso da língua como manifestação da voz que será empregada como um dos instrumentos para o exercício da cidadania e para a manifestação cultural.

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PORTUGUÊS NO ENEM – PROFª. ANA VELOSO

PORTUGUÊS NO ENEM – PROFª. ANA VELOSO

A Língua Portuguesa é fundamental para a prova do Enem, não apenas com a finalidade de resolver adequadamente as questões de “Linguagens, códigos e suas tecnologias”, mas também das outras áreas, tendo em vista se tratar de uma avaliação interpretativa. Ademais, é importante ter o domínio do Português para escrever uma redação que garanta boa pontuação.

 

 

Nessa perspectiva, percebe-se que grande parte dos alunos acredita ser necessário entender os aspectos gramaticais, preocupando-se em estudar as normas da língua. Contudo, apesar da relevância da gramática, não é o seu domínio que proporcionará, de fato, o aprendizado daquilo que é mais importante: a noção dos indivíduos enquanto seres comunicativos, que utilizam a linguagem, notadamente, para a interação social.

 

 

Assim, o Português precisa ser considerado em suas variações, assim como segundo as funções que possui em determinado contexto; é apropriado compreender a gramática apenas como uma aliada na enunciação, que contribuiu para a relação dos sujeitos e produção do saber.

 

 

A prova de Linguagens do Enem demonstra que é imperativo estar atento ao conhecimento de mundo, à interpretação dos fatos cotidianos, ao uso da língua como manifestação da voz que será empregada como um dos instrumentos para o exercício da cidadania e para a manifestação cultural.

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