ATUALIDADES DA QUÍMICA – PROF. FERNANDO LEITE

ATUALIDADES DA QUÍMICA – PROF. FERNANDO LEITE

Recentemente, pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram uma nova tecnologia para o processamento de minérios. Eles acreditam que seus estudos poderão revolucionar a mineração, uma vez que os procedimentos para extração de metais, principalmente do cobre, são sustentáveis e menos poluentes. Futuramente, a tecnologia ainda poderá ser empregada na área médica, com a possibilidade de mediar o transporte de drogas pelo nosso organismo.

Veja o vídeo a seguir, no qual o professor Henrique E. Toma explica com detalhes a nova tecnologia desenvolvida:

https://www.youtube.com/watch?v=I-MmIL0DaaM&feature=youtu.be

Segundo o professor Toma, entre os benefícios do uso desse novo método para obtenção do cobre “está a possibilidade de executar todas as etapas em um único procedimento sequencial, no mesmo reator operando em condições ambientais, dispensando o tradicional uso de extração com solventes orgânicos, tratamentos ácidos e etapas de concentração, além de diminuir a produção de rejeitos”.

No vídeo, é possível observar que o cobre é extraído utilizando-se nanopartículas magnéticas (NPm) reutilizáveis, uma vez que os íons desse metal dissolvidos se ligam às NPm e essas são atraídas para a superfície de um eletrodo sob ação de um ímã.

Nessa perspectiva, percebe-se que grande parte dos alunos acredita ser necessário entender os aspectos gramaticais, preocupando-se em estudar as normas da língua. Contudo, apesar da relevância da gramática, não é o seu domínio que proporcionará, de fato, o aprendizado daquilo que é mais importante: a noção dos indivíduos enquanto seres comunicativos, que utilizam a linguagem, notadamente, para a interação social.

Assim, o Português precisa ser considerado em suas variações, assim como segundo as funções que possui em determinado contexto; é apropriado compreender a gramática apenas como uma aliada na enunciação, que contribuiu para a relação dos sujeitos e produção do saber.

A prova de Linguagens do Enem demonstra que é imperativo estar atento ao conhecimento de mundo, à interpretação dos fatos cotidianos, ao uso da língua como manifestação da voz que será empregada como um dos instrumentos para o exercício da cidadania e para a manifestação cultural.

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PORTUGUÊS NO ENEM – PROFª. ANA VELOSO

PORTUGUÊS NO ENEM – PROFª. ANA VELOSO

A Língua Portuguesa é fundamental para a prova do Enem, não apenas com a finalidade de resolver adequadamente as questões de “Linguagens, códigos e suas tecnologias”, mas também das outras áreas, tendo em vista se tratar de uma avaliação interpretativa. Ademais, é importante ter o domínio do Português para escrever uma redação que garanta boa pontuação.

 

 

Nessa perspectiva, percebe-se que grande parte dos alunos acredita ser necessário entender os aspectos gramaticais, preocupando-se em estudar as normas da língua. Contudo, apesar da relevância da gramática, não é o seu domínio que proporcionará, de fato, o aprendizado daquilo que é mais importante: a noção dos indivíduos enquanto seres comunicativos, que utilizam a linguagem, notadamente, para a interação social.

 

 

Assim, o Português precisa ser considerado em suas variações, assim como segundo as funções que possui em determinado contexto; é apropriado compreender a gramática apenas como uma aliada na enunciação, que contribuiu para a relação dos sujeitos e produção do saber.

 

 

A prova de Linguagens do Enem demonstra que é imperativo estar atento ao conhecimento de mundo, à interpretação dos fatos cotidianos, ao uso da língua como manifestação da voz que será empregada como um dos instrumentos para o exercício da cidadania e para a manifestação cultural.

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CRÔNICAS PARA LER NA ESCOLA – ZUENIR VENTURA

CRÔNICAS PARA LER NA ESCOLA – ZUENIR VENTURA

RESUMO

O livro “Crônicas para ler na escola” de Zuenir Ventura faz parte da coleção Para ler na escola que foi elaborada a partir de uma tentativa de aproximação do público jovem com grandes nomes da literatura brasileira. Inspirada pelo best-seller Comédias para se ler na escola – do cronista e amigo pessoal de Zuenir, Luis Fernando Verissimo –, a série de livros conta com textos de autores renomados.

Composto por 44 crônicas, além da apresentação e de uma sessão que relata datas e locais de publicação das crônicas antes da compilação, a obra amplia o olhar do leitor ao fazê-lo percorrer diversos caminhos por meio da escrita leve de Zuenir. O autor utiliza do recurso do humor em muitas crônicas como Esse Ziraldo!, Um idoso na fila do Detran, e trata também de assuntos polêmicos como o Bullying, em Intolerância juvenil e o uso de drogas em Geração anfetamina. Também é relevante o diálogo que o autor traça em muitos momentos com escritores que o antecederam no ofício de cronista, levando o leitor a visitar esses espaços ocupados pelo gênero.

 

CONTEXTO

Sobre o autor

            Zuenir Ventura (1931, Além Paraíba, Minas Gerais) é escritor e jornalista há mais de quarenta anos. Trabalhou nos principais veículos de comunicação do país, como os jornais O Globo e Jornal do Brasil e as revistas Visão, Fatos & Fotos, Veja e Época. Foi aluno de Manuel Bandeira na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com quem tinha aulas de literatura hispano-americana. Com Cidade partida (1994), um retrato das causas da violência no Rio, venceu o Prêmio Jabuti na categoria Reportagem. Em 2008, lançou 1968, o que fizemos de nós, que retoma uma de suas obras mais conhecidas, 1968, o ano que não terminou (1988). Também escreveu o livro-reportagem Chico Mendes, crime e castigo (2003), entre outros títulos.

 

Importância do Livro

             O livro ganha destaque ao reunir diversas crônicas que em muitos momentos se perderam, devido ao seu meio de suporte e publicação. Proporciona ao leitor, dessa maneira, o contato com um gênero volátil e efêmero que aborda assuntos variados, levando-os a viver ou reviver uma espécie de túnel do tempo durante a leitura.

 

Contexto Histórico

             Publicada em 2012, pela editora Objetiva, a obra de Zuenir Ventura reúne crônicas, selecionadas por Marisa Lajolo, que abordam diversas temáticas como conflitos sociais, históricos e contemporâneos, representando uma parcela da nossa sociedade e os reflexos das manchetes dos jornais que nem sempre remetem a uma boa conjuntura.

 

ANÁLISE

             As crônicas produzidas por Zuenir se articulam entre diferentes tipos de produção às vezes, o assunto está nas entrelinhas das próprias notícias de jornal, em outros momentos as ideias surgem de acontecimentos da vida do autor – como sua estréia na fila de idosos do Detran, o nascimento de sua primeira neta, Alice, ou,  quando o confundiram com o autor Ziraldo –,entretanto as crônicas nunca se tornam meras histórias de sua vida cotidiana. Há também os textos que simplesmente nascem de sua observação da realidade, dotada de lucidez e ironia.

A informalidade do gênero é empregada de maneira brilhante por Zuenir que faz da simplicidade uma das características mais marcantes em suas crônicas. Como observa a professora Maria Lajolo na apresentação, “é como se Zuenir trocasse de lugar com o leitor. […] É como se ele abandonasse temporariamente seu lugar de escritor e se sentasse ao lado do leitor para puxar conversa: ‘Você não leu no jornal de ontem que…

O autor tece bons questionamentos, talvez por ser considerado um dos maiores jornalistas do Brasil, também sabe oferecer ótimas reflexões, porque ao utilizar um tom de conversa ele cativa os leitores com suas crônicas. Versando sobre qual for o assunto – tecnologia, burocracia, preconceito, literatura, praia, vida -, Zuenir sabe alcançar leitores de todas as idades e classes sociais.

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LITERATURA: SOBRE MODERNISMO – PROFª. TAYNARA PESSOA

LITERATURA: SOBRE MODERNISMO – PROFª. TAYNARA PESSOA

O século XX foi marcado por um importante movimento artístico, o Modernismo. Analisando o período a partir da produção literária, pode-se observar que ele não corresponde a um único tipo de expressão, mas a um conjunto de características, que se ampliam nas três fases da escola modernista. O Modernismo é um tema muito explorado no ENEM e no último exame também foi uma das temáticas escolhidas para a prova de Linguagens e Códigos. Veja a  questão 119  do  caderno  cinza.

QUESTÃO 119

Antiode

Poesia, não será esse
o sentido em que
ainda te escrevo:
flor! (Te escrevo:
flor! Não uma
flor, nem aquela
flor-virtude — em
disfarçados urinóis).

Flor  é a  palavra
flor; verso inscrito
no verso, como as
manhãs no tempo.

Flor é o salto
da ave para o voo:
o salto fora do sono
quando teu tecido
se rompe; é uma explosão
posta a funcionar,
como uma máquina,
uma jarra de flores.

(MELO NETO, J.C. Psicologia da composição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997)

 

A poesia é  marcada pela recriação do  objeto por  meio da  linguagem, sem  necessariamente  explicá-lo. Nesse fragmento de  João Cabral de  Melo  Neto, poeta da geração de  1945, o  sujeito  lírico propõe a recriação poética de

(A) uma palavra, a partir de  imagens com as  quais ela  pode ser comparada, a fim de assumir  novos  significados.

(B) um urinol, uma referência às artes visuais  ligadas às vanguardas do início do século  XX.

(C) uma ave, que  compõe, com seus movimentos, uma  imagem historicamente ligada à palavra  poética.

(D) uma máquina, levando em  consideração a relevância do discurso técnico-científico  pós-Revolução Industrial.

(E) um tecido, visto  que sua composição depende de elementos intrínsecos ao eu  lírico.

Gabarito oficial: A

 

 

Comentário:

 

            O Modernismo foi um movimento artístico e cultural do século XX, que teve como marco inicial a semana de 1922. Esse período foi marcado pela efervescência de novas ideias e modelos. João Cabral de Melo Neto foi um dos principais expoentes da Terceira Geração Modernista, conhecida também por Geração de 45. Entre as características do grupo de autores do período estão à pesquisa sobre a linguagem literária e a experimentação estética.

            João Cabral faz uso de um recurso muito conhecido pelos autores modernistas, a metalinguagem, função lingüística que explica a própria linguagem. Esse processo pode ser observado no trecho do poema escolhido pela banca:  “Poesia, não será esse / o sentido em que / ainda te escrevo”. O escritor conversa, “dialoga” com a poesia e para alcançar esse efeito ele utiliza a figura de pensamento apóstrofe, fazendo referência direta ao interlocutor. Para a resolução da questão o leitor precisava compreender que João Cabral em Antiode ressignifica a palavra flor, mesmo que no primeiro momento ele desperte o leitor para o sentido denotativo da palavra, ou seja, real, em seguida ele brinca com o vocábulo que ganha outros ares identificados nos trechos: “flor é  o  salto  / da ave para o  voo”.

 
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